14° Congresso da Sociedade Latino Americana de Biomateriais, Orgãos Artificiais e Engenharia de Tecidos – SLABO
(5ª Edição do Workshop de Biomateriais, Engenharia de Tecidos e Orgãos Artificiais – OBI)
20 a 24 de Agosto de 2017 - Maresias - SP - Brasil

 

ESTUDO CLÍNICO EM HUMANOS: OSSEOINTEGRAÇÃO E REABILITAÇÃO ORAL

Antonio Carlos Guastaldi

Grupo de Biomateriais - Instituto de Química de Araraquara (IQAr/UNESP)

Abstract
A reabilitação de regiões edêntulas com implantes dentários é um procedimento com alta previsibilidade e bem documentado na literatura. Entretanto, esse sucesso depende dos fundamentos da osseointegração já estabelecidos destacando-se, nesse trabalho, as propriedades físico-químicas da superfície, que interferem nas respostas biológicas e consequente reparo ósseo da interface osso/implante. A proposta desta pesquisa foi analisar prospectiva e comparativamente, em mandíbulas edêntulas totais de humanos, a estabilidade dos implantes e o nível da crista óssea peri-implantar de implantes com diferentes tratamentos de superfície. Foram selecionados vinte pacientes sem comprometimento sistêmico, não fumantes e desdentados totais. Esses pacientes foram submetidos a procedimento cirúrgico para instalação de quatro implantes de 4,0 x 10 mm (conexão Cone Morse), entre os forames mentuais, sendo um implante de cada superfície distribuído aleatoriamente, por paciente: (1) superfície modificada por feixe de LASER, (2) modificada por LASER com deposição de apatitas pelo método biomimético, (3) modificada por duplo ataque ácido (ÁCIDO; Implacil de Bortoli) e (4) modificada por jato de areia e ataque ácido (SLActive®, Straumman). Foram empregadas as análises: radiográfica periapical digital e por frequência de ressonância (Osstell®). Após o período de 4 meses foi realizada a instalação daprótese do tipo protocolo inferior. A análise radiográfica foi realizada nos períodos T0 (imediatamente após a instalação do implante), T1 (15 dias), T2 (30 dias), T3 (60 dias), T4 (90 dias), T5 (120 dias) e T6 (180 dias), pósinstalação dos implantes. A frequência de ressonância (Osstell®) foi mensurada nos tempos T0, T4 e T6. Os dados quantitativos foram submetidos ao teste de normalidade D’Agostino & Pearson adotando-se o nível de significância de 5%. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nas análises radiográficas periapicais digitais, entre os grupos nos períodos de T0 à T6. Diferenças estatísticas foram observadas na AFR no tempo T4 (90 dias), entre os grupos SLActive® e LASER (p < 0.05) e no tempo T6 (120 dias), entre os grupos SLActive® e ÁCIDO (p < 0.05).

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