14° Congresso da Sociedade Latino Americana de Biomateriais, Orgãos Artificiais e Engenharia de Tecidos – SLABO
(5ª Edição do Workshop de Biomateriais, Engenharia de Tecidos e Orgãos Artificiais – OBI)
20 a 24 de Agosto de 2017 - Maresias - SP - Brasil

Sônia Maria Malmonge, Graduada em Engenharia Quimica pela Universidade Estadual de Campinas (1985), mestre em Engenharia Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1988) e doutora em Engenharia Elétrica / Engrmharia Biomédica pela Universidade Estadual de Campinas (1997). Atualmente é professora associada da Universidade Federal do ABC (UFABC), Coordenadora do Programa de Pós Graduação em Engenharia Biomédica. Atua na área de Biomateriais e Materiais Biocompatíveis, principalmente nos seguintes temas: polímeros biorreabsorvíveis, hidrogéis, engenharia tecidual e medicina regenerativa.

 

O potencial dos hidrogéis poliméricos como arcabouços para engenharia tecidual em medicina regenerativa

Sônia Maria Malmonge

Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia

Resumo
Hidrogéis poliméricos tem recebido atenção para uso como biomaterial desde o trabalho pioneiro de Witcherle e Lin, que em 1960 identificaram propriedades destes materiais que viabilizaram o estudo e desenvolvimento das lentes oftalmológicas flexíveis externas e intaoculares. Trata-se de materiais formados por redes 3D de polímeros hidrofílicos que tornam-se insolúveis em meio aquoso devido à presença de ligações entre as cadeias do polímero, denominadas de reticulação. Tais redes 3D apresentam características físicas interessantes, dentre as quais destaca-se a capacidade de absorver grande quantidade de água ou fluido biológico (até 99%) sem a destruição da estrutura 3D, assemelhando-se à matriz extracelular de tecidos biológicos. ocorre porém, que um dos fatores limitantes para o emprego dos hidrogéis como biomateriais estruturais é a baixa resistência mecânica característica desta classe de materiais, característica esta responsável pelo fato dos hidrogéis terem permanecido como o “patinho feio” da área de biomateriais por longo tempo. Entretanto, ao longo dos anos 90 observou-se um crescimento significativo do interesse nos hidrogéis, particularmente naqueles obtidos a partir de polímeros naturais, isto é, biopolímeros que normalmente estão presentes na matriz extracelular de tecidos biológicos tais como colágeno, elastina, ácido hialurônico dentre outros. Tal interesse é devido ao crescimento das oportunidades para emprego de técnicas de engenharia tecidual em medicina regenerativa, visto que a tecnologia demanda o emprego de matriz extracelular artificial, os chamados arcabouços. Embora a literatura apresente inúmeros relatos do emprego de hidrogéis como arcabouços para engenharia tecidual nas diferentes especialidades clínicas, os desafios permanecem, particularmente quando se trata da fabricação de estruturas complexas e o respectivo povoamento com células que mantenham a viabilidade e funcionalidade para a adequada regeneração do tecido/órgão em questão. Este trabalho apresenta uma revisão das técnicas de obtenção e caracterização de arcabouços que empregam quitosana, colágeno e ácido hialurônico para uso em engenharia tecidual neural e cardiovascular dentre outras.

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